PETA2.com Buck the Rodeo! MARCA DA ZORRA
MARCA DA ZORRA
O MAU GOSTO ASSOLA A HUMANIDADE...


Quarta-feira, Março 22, 2006

Erica prevendo o futuro

Seres destruidores que, provavelmente, tinham como objetivo acabar com o planeta. Não foram encontrados vestígios de ética nem respeito, o que reforça a teoria de inferioridade. Suas casas pareciam telas pintadas, num maquinário tão alarmante que é difícil acreditar que fossem saudáveis. E nos lixos, os mais nojentos de que se tem notícia, restos de bichos torturados. Louças sujas de sangue, produtos corrosivos nos armários e vestimentas incompreensíveis feitas de lixo, cadáveres e sucata poluente são pouco para descrever as provas deixadas de que o Homem foi um ser representativo para o estudo da debilidade. Suas cidades pareciam representações do caos e do ridículo e os escritos encontrados nos jornais da época deixam claro que o único mistério e interesse em continuarmos essas pesquisas é enteder porque existiu o ser humano.

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 2:02 PM
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Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Erica Jagger Wood Richards Watts

Fui impedida de assistir o show com o qual sonho desde 98 por pura crueldade daqueles que não se importam com os outros.
Talvez estes não mereçam meu respeito, talvez eu esteja errada.
Apesar de tudo, deixo que Jabor fale por mim, e continuo sonhando em ver a maior banda do mundo.

"...Vejo ainda nos Stones uma fome além da grana e do sucesso. Eles não querem morrer, claro, parecem pais deles mesmos no passado, mas nos exibem até hoje uma conquista única: conseguiram, como poucos, formar um evento de massas, um feito raro no mercadão de bilhões. E, no ventre desta fera, dentro da baleia econômica do lucro, produziram a melhor arte, das melhores reflexões estéticas (até filosóficas) do século XX, assim como Bob Dylan. São um fenômeno do mercado capitalista, mas nascem como um Bem que o Mal segrega, um subproduto bom da insânia do mundo.
...
Os Rolling Stones me dão uma sensação de importância, não "cultural", nem museológica, nem saudosista, pois eles representam alguma coisa essencial que não pode se extraviar, se perder nos anos negros que vêm por aí. Os Stones são importantes para a vida mesma e não para a "História", eles são uma conquista do Ocidente, são a celebração concreta da liberdade individual, da democracia. Eles parecem defender nossa animalidade pulsante, profunda, para que os instintos básicos não se percam, como desejam os terríveis fanáticos do Oriente e do Ocidente. Os Stones são parte das grandes invenções do século XX. Ainda bem que existiram e existirão sempre..."

Os Stones são parte das grandes invenções do século XX. Ainda bem que existiram e existirão sempre.

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 1:20 PM
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Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

Erica de Moraes

Da vida só pode falar quem a viveu
Intensamente, a cada segundo
A cada dia um suspiro
A cada tempo um sorriso
Pode ter medo quem tem o que perder
E juízo quem nunca se arriscou
Pode ter vida vivida só aquele,
O mais sábio dos homens,
Que tiver paixão
E sem pensar for amiúde
Se entregando aos poucos ao tempo
Inconseqüente, conveniente
Esquecendo-se de entretantos e poréns
Necessitando do ar mais puro
E do vento que corta
Se alimentando da desilusão para fazer dela aliada
Pode saber que viveu
Aquele que se dedicar
Ao profundo ato de praticá-la
Incutindo na própria vida
O despertar derradeiro de cada dia


Humildemente dedicado à Vinicius de Moraes

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 1:47 AM
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Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Erica em encontros e despedidas

De tão intenso não sei deixa fugir
De tão puro não se permite esquecer
De tão pesaroso não se pode sustentar
De tão grande, impossível negar
De tão intenso não parece cessar
De tão puro não se cansa de amar
De tão pesaroso não consegue entender
De tão grande não se pode apagar
De tão delicado, perde-se em ilusões
E de tão simples passa a ser complexo
De tão vital que pode ser a simples palavra
De tão cruel o ato de a deletar

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 3:50 AM
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Segunda-feira, Novembro 07, 2005

Erica começando de novo

"Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima...."

Tempos de reflexão e silêncio. Memórias guardadas no baú mais distante para limitar possíveis retornos. E dois mil e seis motivos para acreditar que o próximo ano não será igual a este que está passando.
Ano difícil, enjoado, triste, solitário e cheio de incertezas das quais eu preferia ter ficado longe.
Apesar dos medos a respeito do que pode estar por vir, a certeza de alegrias efêmeras, satisfações tietes e mudanças radicais. Saio e levo comigo a esperança de que as emoções podem ser contidas e transformadas no único meio, ou talvez o mais fácil, de deixar de lado sofrimentos. Fuga ou recomeço.
Planos de carnavais coloridos, pedras rolando em Copacabana, dias felizes de despedida, reencontros queridos e espetáculos jurássicos para se acompanhar em coro.
Talvez um simples desejo, definitivamente uma boa impressão.

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 5:41 PM
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Domingo, Agosto 28, 2005

Erica limpa-tudo

A imundice em que se afunda a política brasileira é apenas parte do todo. Enquanto humanos tentam perfumar o planeta com suas invenções baratas e pesquisas mentirosas, investem bilhões em energia nuclear arriscada e sem sentido, produzem os melhores e mais potentes equipamentos bélicos, matam uns aos outros por divergências religiosas e uma das maiores potências do planeta está prestes a eleger uma senhora um tanto quanto medonha...

Há gente morrendo nas ruas, crianças sem ninguém, perdidas pelas calçadas, embaixo das avenidas, em cima das bancas de jornais. Há uma áfrica inteira pedindo ajuda e a gente olha - alguns chegam a sentir pena - e acaba virando o rosto, achando tudo muito feio pra ser visto, muito estranho pra ser comentado. Há quem diga que é por merecimento, que toda essa gente sofre durante a vida, curta, inteira e acaba morrendo sem nenhuma dignidade.

Enquanto isso tudo acontece, nascem a cada dia novos humanos, que deitados nos berçários ainda estão salvos da podridão do mundo que os espera. Ainda podem sentir a paz, o silêncio e, quem sabe, a dúvida assombrosa, mas apenas dúvida, do que há por vir.

E quando a dúvida se tornar certeza, será duro ter que continuar sem querer voltar ao antes, à inexistência. A não ser que se tenha esperança de que, um dia, a sujeira seja retirada, abolida, deletada, mesmo que esse dia esteja longe de chegar.


posted by AUREA CALCAVECCHIA | 11:38 AM
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Domingo, Agosto 07, 2005

Erica tentando ser alguém

Existem os que são, por mera obrigação de ser
Existem os que são o que são, por total preguiça
Há também os que nunca serão o que sonham ser
E os que são os que os outros nunca serão

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 10:37 PM
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Domingo, Julho 31, 2005

Erica Efeito Colateral

Me pergunto até quando a dúvida é benéfica. Será que vale a pena deixar de arriscar, por medo de tomar a decisão errada?
Medo de perder. Não queremos, não podemos, não aceitamos. Indiscutível é a incapacidade de adivinhação.
E vem a dúvida, assombrosa, querendo marcar seu território. Argumenta que através dela não há o sofrimento do não, do vazio, da perda. Aceitamos, muitas vezes, provar de seu veneno sutil, sem medir as consequências do que virá.

É a hora da angústia, dos questionamentos sem fim. Optar pela dúvida é entrar no desconhecido que jamais será revelado.
Há quem sofra por ações erradas ou por palavras mal colocadas, mas a dor passa, o problema se dissolve em tantos outros, some. Quem prefere o silêncio e a falta de ação carrega o fardo do não-saber o que poderia ter acontecido, do não-terminar o que deve ser terminado, do não-apagar o que não pode mais existir.

Angústia crescente, cumulativa. Até quando? Desde quando?
De imediato é mais fácil fugir do que é difícil de se dizer e fazer, mas a dúvida é a crueldade a longo prazo, infinda, fria e pontiaguda.

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 2:44 AM
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Sexta-feira, Julho 15, 2005

Erica que de tanto pensar, ficou azul

Das amarras impostas
Das amarras que negligenciam
Realidade
Livrar-me do que pode ser cruel
No simples ato de achar
De querer o inalcançável
Desejar profundamente o inviável
A visão alheia alienante
Incessante obsessão
Angústia do não enganar
Não confundir a si mesmo
Perdendo o ponto inicial
Procuro abrigo
Criando eus, assassinando o que restou
De mim, de um mim inexistente
E onipresente na lembrança
Desconstruindo a alma singela
Medonho o fato,
Vindo dela, de encontrar algo demais

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 11:51 PM
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Sexta-feira, Junho 17, 2005

Erica Sem Nome

Liberdade é fazer o que dá vontade, na hora em que dá vontade e do jeito que der vontade.
É desfilar por todas as modas e classificações e não precisar se enquadrar em nenhuma delas.
Se procuramos a liberdade para encontrar a felicidade, para que rotular pessoas ou comportamentos?
As diferenças enriquecem e alegram a vida. Entediante seria conviver com seres iguais, vestidos iguais, monótonos.
Não haveria lugar para a discussão, se as opiniões não batessem de frente.
Não haveria a surpresa, se fosse tudo previsível. Não teria a menor graça.
Felicidade é poder rir sem compromisso das novidades do outro, é não se preocupar muito com a opinião alheia, por saber que há quem ame exatamente a sua excentricidade.
É aceitar suas próprias loucuras e a de quem o cerca, aprender com elas.
É entender de tudo e não entender de nada.
Nada é mais poético do que o inominável, do que a imensa alegria em redescobrir a cada dia um novo eu e novos eus dentro dos amigos de cada eu.
O inclassificável é mais gostoso, proveitoso e não cansa.

posted by AUREA CALCAVECCHIA | 11:49 PM
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